Tem crédito com taxa elevada? Saiba se deve transferi-lo agora
Pagar demasiado pelo crédito habitação pode não ser inevitável. Agir no momento certo faz a diferença.
Se contratou o seu crédito habitação há alguns anos, é muito provável que esteja a pagar uma taxa de juro mais elevada do que aquela que hoje existe no mercado. Entre subidas e descidas de juros, spreads pouco competitivos e condições que ficaram desajustadas, muitos créditos tornaram-se mais pesados do que deveriam.
A boa notícia é que, em muitos casos, a transferência de crédito habitação permite reduzir a prestação mensal e melhorar as condições do empréstimo — mas essa decisão deve ser bem analisada.
O que significa transferir um crédito habitação?
Transferir um crédito habitação consiste em mudar o seu empréstimo para outro banco, que ofereça condições mais vantajosas. Na prática, o novo banco liquida o crédito atual e cria um novo contrato, ajustado à realidade do momento e ao seu perfil financeiro.
Esta opção é frequentemente usada para:
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Reduzir a prestação mensal
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Obter um spread mais competitivo
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Rever o tipo de taxa (fixa, variável ou mista)
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Ajustar prazos ou produtos associados
Quando a transferência tende a compensar
Nem todos os casos são iguais, mas há sinais claros de que pode valer a pena analisar a mudança:
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Spread acima da média atual do mercado
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Prestação mensal demasiado elevada face ao rendimento
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Crédito antigo, contratado noutro contexto de taxas
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Existência de seguros caros associados ao empréstimo
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Falta de acompanhamento ou renegociação ao longo dos anos
Por exemplo, numa simulação simples, uma redução de apenas 0,5% no spread pode representar dezenas de euros por mês — e milhares ao longo do prazo total do crédito.
Custos existem, mas nem sempre são um obstáculo
A transferência de crédito pode envolver custos, como comissões de amortização ou avaliação do imóvel. No entanto, muitos bancos suportam parte ou a totalidade destas despesas, sobretudo em contextos competitivos. É por isso que a decisão não deve ser tomada apenas com base na prestação, mas sim numa análise global do custo do crédito (TAEG).
Então, deve transferir agora?
A resposta certa não é universal. Depende do seu crédito atual, do seu perfil financeiro e das condições disponíveis no momento. O que é claro é que adiar a análise pode significar continuar a pagar mais do que o necessário.
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